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Mari Mari, 19. Fotografia & Sex Pistols & Cinema Trash. @mriczr no instagram.

domingo, dezembro 28, 2014

Retrospectiva 2014

É realmente difícil decidir se foi um bom ano. Passei por tanta merda, coisas muito boas e muito ruins, e talvez a quantidade absurda de arrependimentos que eu vou levar de 2014 seja só resultado de um ano em que muita coisa aconteceu. Mas entendam que existem duas formas de enxergar qualquer situação, queridos: o lado bom, e o lado ruim. Eu sempre fico com o segundo.

quarta-feira, novembro 05, 2014

TAG - One Lovely Blog Award

A Flávia e a Thay também me indicaram Tags, mas eu vou responder só a da Tati. Nada pessoal galera, é que se eu fizesse todas o post ficaria enorme, então tive que escolher a que mais mais gostei. Obrigada a todas pelas indicações <3

1. Por que resolveu criar um blog?
Eu acho que queria um lugar pra armazenar ideias. Porque eu esqueço de tudo numa velocidade absurda, então o objetivo inicial foi ter aonde escrever.

2. Quais os benefícios que o blog te traz?
Hã... Digamos que ele cumpre seu objetivo.

3. Qual o post mais acessado?
Por coincidência, o mais acessado é um dos meus favoritos: Jeffrey Hanz.

4. Você usa redes sociais?
Argh. Detesto a maioria. Menos o instagram. E o tumblr, mas o tumblr não conta.

5. Como o blog tem evoluído?
Bem, bem. Ele aprendeu a falar semana passada. Agora ele sussurra "mate toda a sua família" no meu ouvido.

6. Já viveu algum fato importante por causa do blog?
Defina importante.

7. De onde nasce a inspiração para escrever e continuar com o blog?
Carl Donovan disse que vai me matar se eu parar de escrever sobre ele.

8. O que você tem aprendido a nível profissional e pessoal esse ano?
Que eu não devo agir como uma criança de cinco anos o tempo todo. Já estou grandinha o suficiente pra começar a agir como uma de sete ou oito.

9. Qual é a sua frase favorita?
"I'm Batman." - Batman.

10. Qual conselho você daria para quem está começando agora no mundo dos blogs?
Dar um conselho já seria começar errado, cara. É só escrever qualquer coisa que você quiser e pronto. Sem mistério.

11. O que os blogs que você vai indicar tem em comum?
São escritos por pessoas que eu julgo bacanas e de escrita inteligente.

quinta-feira, outubro 16, 2014

#Pedopost: especial dia das crianças

Em homenagem ao recente dia das crianças, aqui vai o #pedopost! O tipo de coisa que se você disser por aí te prendem. Me desculpem por isso, de verdade.

5º lugar, Ivy Pepper (Gotham): Eu queria saber onde o pessoal da produção de Gotham achou uma criança tão linda, porque putaquepariu.


4º lugar, Hugo Cabret (Hugo): Eu cheguei a pensar que logo depois do lançamento do filme ia sair alguma notícia-escândalo envolvendo o Scorsese e pedofilia (estava na moda ser acusado de pedofilia no mundo do cinema na época) porque HE'S CUTE. AS FUCK.


3º lugar, Hit Girl (Kick Ass): Como disse o personagem do Evan Peters (vulgo= Tate) no filme: "Eu vou esperar por ela. Eu vou me guardar só pra ela."


2º lugar, Claudia (Interview with the Vampire): Essa é um caso sério. Acho que nunca na história do cinema tinham colocado uma criança para fazer um papel tão sensual. Kirsten Dunst sempre foi gatinha, e nem vou falar de Marie Antoinette porque o post aqui é de tema infantil.

1º lugar, Alicinha (Meu Prédio): Cara, eu não consigo lidar com tamanha fofura. Tentei tirar uma foto no elevador pra postar aqui pra vocês, mas ela se escondeu atrás da babá. Poxa vida.

obs: o post é de mau gosto, mas é brincadeira. Não me denunciem.

sexta-feira, agosto 29, 2014

Minha religião é Beleza Americana. Meu Deus é Kevin Spacey.

Atenção: Esse é um texto pessoal e eu estou sensível. Então se você é do tipo que não lê o post, espere pelo próximo - porque receber comentários de quem claramente não prestou a menor atenção no que eu disse pode me deixar ainda mais sensível, e eu posso acabar me matando. Você gostaria que isso acontecesse? Conseguiria conviver com a culpa? Acho que não.
Estou em uma daquelas fases de vazio existencial em que até cachorros de rua me fazem chorar (isso foi só um exemplo, cachorros de rua não me fazem chorar, eu detesto cachorros).
Tudo é chato. E eu enjoo rápido demais. Me apaixono três vezes ao dia por qualquer um que me pareça um pouco menos entediante - e normalmente demoro de 5 a 15 minutos para me decepcionar.
Tudo é extremamente chato.
É uma questão de expectativa e decepção, sabe. Eu tento manter minhas expectativas baixas, mas no fundo sempre acabo acreditando que dessa vez vão me trancar em um hospício com a Angelina Jolie, ou que eu vou montar o Clube da Luta, ou que eu vou traçar um plano de vingança foda com uma caminhonete linda e espadas samurais, ou que eu vou voltar para a época que meus pais se conheceram em um Delorean prateado ou, melhor ainda, que eu vou ganhar muito dinheiro e sair por aí combatendo o crime vestida de morcego.
Mas nada disso acontece, e tudo continua um saco.
E eu penso em me matar, mas daí me lembro que Sin City está em cartaz cheio de Eva Green em cenas picantes e que eu não posso morrer sem ver isso.
...E continuo extremamente entediada.
Poderia parafrasear a loira de Beleza Americana e dizer que "não existe nada pior que ser comum", mas acho que dizer que "todo mundo é diferente" não passa de uma maneira anestesiada de dizer que todo mundo é igual.
Eu penso demais e durmo de menos, esse é o meu problema. Acabo ficando emocional quando estou com muito sono, e isso com certeza vai acabar me matando.
Fui rotulada como "diferente" a minha vida inteira, unicamente porque não perco tempo fingindo que está tudo bem o tempo todo, e isso parece incomodar profundamente a maioria das pessoas.
Pra ser sincera, mesmo que algo de fato mude, tudo vai continuar sendo um saco, porque a minha vida não é um filme, e essa é a única coisa que possivelmente poderia me fazer feliz. Kevin Spacey na minha frente, dizendo: "Você não poderia ser comum, mesmo que tentasse".

segunda-feira, janeiro 20, 2014

School Sucks.

O sinal tocou. Em 20 minutos, fora empurrado no chão do vestiário, e Tyler tinha o pé direito apoiado em sua bochecha. A areia na sola fez com que seu rosto ficasse todo vermelho em segundos. Mas a pressão só aumentava.
- E aí, J.C., o que vai ser? - Tyler se abaixou, de forma que sua voz ficou assustadoramente próxima.
Tentou se libertar, mas Tyler tinha 15 e fazia o tipo atleta, enquanto ele era só o esquisito da escola, do alto de seus 13 anos de idade. Em poucos segundos, estava com a cara no chão de novo.
- O que você quer, porra? - Sua pergunta abafada só fez com que o outro começasse a rir.
- Não queira saber. - Foi a resposta.
- Eu não faço questão de saber. Só me solta ou eu quebro a sua cara mais tarde.
- De onde veio essa marra toda, J.C.? Da época em que eu andava com você?
Os dois já haviam sido mais amigos, quando um tinha 10 e o outro 12 anos de idade, mas Tyler começou a evitá-lo do nada, sem motivo aparente, e resolveu ressuscitar dois anos depois, fazendo coisas como atirar uma fileira de armários em cima dele, ou empurrá-lo no chão do vestiário e pisar em seu rosto. Hoje em dia, julgava já ter aturado de tudo.
- Você é um merda. - Disse - Viado.
As bochechas de Tyler coraram pela raiva. Aquela acusação realmente era seu ponto fraco. Fora assim desde que os dois se conheceram, e o garoto aguentava qualquer "Filho da Puta", mas nunca levou um "Viado" pra casa. J.C. sabia disso. E foi exatamente por esse motivo que escolheu justo essa palavra agora.
Gritou quando Tyler acertou suas costelas com um chute. Recuperou o fôlego e disse:
- Você não sabe que chutar alguém no chão é covardia?
- Eu vou te mostrar o que é covardia. - Disse Tyler, caprichando em mais um chute.- Ainda consegue se levantar?
J.C. tentou, mas o máximo que conseguiu foi apoiar-se nos próprios joelhos. Sua cabeça doía e tudo a sua volta parecia girar. Estava tão confuso que demorou minutos para entender que Tyler abria as calças.
- Mas o que...
- Você sabe o quê.
- Tyler, por favor, de novo não...
- Ah, então agora você está implorando? Vamos voltar pra cinco minutos atrás quando você dizia que ia quebrar a minha cara, que tal?
- Você não pode me forçar.
- Não. Mas eu posso te encher tanto de porrada, e como você vai explicar pra sua mãe que apanhou do único cara na escola que ela acha que é seu amigo? Você mente, não é, J.C.? Pra ela não achar que o filho dela é sozinho.
- Cala a boca.
- Só tem um jeito de me fazer calar a boca.
J.C. concordou com a cabeça, respirou fundo, e tentou fazer aquilo sem pensar em nada. Até Tyler segurar seu cabelo e dizer:
- Olha pra mim quando estiver me chupando.
Ele obedeceu. Só queria que acabasse.
E aquela merda toda durou até o segundo sinal, quando o professor de Educação Física entrou no vestiário, e os dois perceberam que havia passado muito mais tempo do que imaginavam.